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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Um homem chamado Mateus



“Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.” (Mateus 9.9).

Mateus era um publicano, isto é, um cobrador de impostos. Os publicanos prestavam serviço aos dominadores romanos, inimigos do povo judeu, por isso eram desprezados e odiados pelos seus compatriotas. Viviam numa situação financeira confortável, pois obtinham lucros devido às altas taxas cobradas ao povo, sendo socialmente entre os não-religiosos, um emprego rendoso e de prestígio.

Mateus morava em Cafarnaum, mesma cidade onde Jesus também residia. Quando o Senhor começou o Seu Ministério, deixou aquela cidade para pregar o Reino de Deus em todo o Israel, mas algum tempo depois retorna a Cafarnaum e Galiléia pera ali escolher seus apóstolos e ver, sentado na coletoria Mateus. Jesus o chama para segui-lo.

A vida de Mateus nos traz ensinos importantes:

  1. Mateus já tinha ouvido falar de Jesus. Morava na mesma cidade onde Jesus começou seu Ministério. Já havia ouvido ou até visto Jesus pregar e curar. Todos nós conhecemos Jesus. Já ouvimos de seus poderosos feitos e alguns até já provaram do seu toque de Poder e Misericórdia.
  2. Mateus se mostrava cansado da vida em que levava. Ele tinha um cargo importante, de social relevância, financeiramente estável, mas que trazia maus relacionamentos com seus irmãos judeus mais religiosos. Talvez tenha pensado: “Que importa ter tudo isso se não tenho paz”. É assim que Deus faz quando começa a agir em nossas vidas: traz-nos a uma reflexão sobre a vida que temos levados, nos convencendo se tudo o que temos feito sem Ele vale realmente a pena.
  3. Mateus recebeu um convite de Jesus. Ele jamais imaginou que em meio a tanta gente que constantemente estava em volta de Cristo, justamente ele chamasse a atenção do Senhor. Estava trabalhando, não era um de seus espectadores, mas foi visto por Jesus, que sonda conhece os corações, sendo chamado para segui-Lo.
 A reação de Mateus foi imediata, revelando que quando Jesus nos chama, a ação do Espírito já estava presente:

  1. Mateus se levantou e seguiu Jesus. Ele estava trabalhando, mas naquele momento deixou tudo e seguiu a Cristo. Primeiro, quando Cristo nos chama, devemos nos levantar, o significa que devemos dar uma resposta ao seu convite, isso reflete ação. Quando não atendemos a este convite e nos levantamos, estamos automaticamente negando o Seu chamado. Segundo nos levantamos, passamos a segui-Lo. Seguir Jesus significa morrer para o mundo, para as velhas práticas, e nascer para uma nova vida (Mt 16.24). Seguir a Jesus também traz as suas recompensas (Mc 10.28-30).
  2. Mateus recebeu Jesus em sua casa (Lc 5.29-32). Isso significa que Mateus não só queria uma mudança pessoal, mas também queria apresentar Jesus para toda a sua casa e para seus amigos. Ele sabia que todos eles precisavam de arrependimento e de provar da alegria, paz e satisfação interior que só Cristo traz às nossas vidas.
Tem uma música muito linda que escutei há muitos anos atrás quando Cristo falou ao meu coração e o aceitei como meu Senhor e Salvador. Diz assim:
“Talvez você não saiba mas Existe um Alguém / Que pensa em seus problemas e a você quer muito bem / Quer te ver feliz como eu sou, pois Ele é a razão da minha vida / Quer te dar amor como ninguém, pôde dar a sua própria vida / Sei que você não o conhece mas eu quero lhe falar, Jesus te ama tanto e só quer te ajudar / Deixa tudo então vem, seja feliz também, com Jesus.”
Jesus lhe chama a segui-lo. Não tenha medo. Jesus tem um grande plano para sua vida.
Pr. Enádio.


Um Reforma em Minha Vida



Asa foi um rei piedoso que buscara o Senhor nos dias de seu reinado em Judá e Benjamim. Era bisneto de Salomão. Como resultado da sua confiança em Deus, venceu um poderoso exército egípcio de 1 milhão de soldados. Em seus dias, veio a Palavra do Senhor a ele por intermédio do profeta Azarias, que tomado pelo Espírito de Deus, o incentivou a buscar o Senhor com intensidade e a não esmorecer as mãos, pois o Ele os recompensaria por isso. Estas palavras mexeram muito com o rei, e este tomou atitudes que contribuíram para o sucesso do seu reinado por 35 anos.

Lendo este texto entendemos como Deus fala conosco e nos direciona. Dia-a-dia enfrentamos adversidades, como a grande batalha que Asa enfrentou, mas o socorro do Senhor é certo quando buscamos e confiamos Nele. Mesmo assim, há um anseio no coração de Deus em que busquemos O mais. É um desejo de comunhão que parte de Deus e que foi perdida no Éden em decorrência do pecado do homem. Muitas vezes esta busca se dá quando passamos por dificuldades e os obstáculos são maiores que nós. Isto é valido, mas a busca pela comunhão não pode ser apenas em momentos de adversidades, mas espontaneamente.

As Palavras dirigidas pelo Espírito de Deus a Asa o fez promover na nação um retorno à vida com Deus. Estas atitudes também podem ser necessárias em minha vida.

1ª Atitude – Asa readquiriu ânimo (v. 8a). Parece simples, mas um dos grandes desafios que temos na caminhada com Cristo é manter o nosso ânimo. Às vezes as lutas são grandes e intensas e por vezes nos desanimam. As Palavras de Deus foram um banho de ânimo. Por que devemos nos animar?
ü  Porque Deus está conosco.
“Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” (Is 43.2);
ü  Porque há livramento do Senhor.
“Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra.” (Sl 34.19);
ü  Porque temos promessas de vitórias.
Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos,porque a vossa obra terá recompensa.”  (2 Cr 15.7).

2ª Atitude – Asa promoveu uma limpeza espiritual (v. 8b e 16). A nação possuía ídolos e até a mão do rei era idólatra. Ídolo é tudo aquilo que tem um lugar de destaque em nossas vidas e alcançam um grau de importância igual ou até acima de Deus, se transformando assim num objeto de adoração. Podem ser pessoas ou coisas como o trabalho, o dinheiro, a casa, o carro, a TV, a Internet, etc. Estas coisas ocupam tanto o nosso tempo que nos esquecemos de nos voltarmos a Jesus no cotidiano e afetam nossa vida espiritual provocando frieza, distanciamento do Senhor e da Sua Comunhão em Oração, na Palavra e na Igreja. O Senhor Jesus nos aconselha em Apocalipse 2.4-5: “Tenho, porém, contra ti, que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. 

3ª Atitude – Asa renovou o altar do Senhor (v. 8c e 9-15). A renovação consiste em:
ü  Buscar a comunhão com o Povo de Deus e Sua Casa que é a Igreja (v. 9-10);
ü  Fazer sacrifícios (v. 11). Orar, estudar a Bíblia, ir à Igreja, fazer algo significativo pelo Reino de Deus, tudo isso envolve sacrifícios, principalmente numa época em que temos tantas demandas na vida como trabalho, estudo, cursos, cuidado com a família, entre outros;
ü  Fazer uma aliança com o Senhor de sempre buscá-Lo de todo o coração, não importam as circunstâncias (v. 12-13).

4ª Atitude – Asa abençoou a Casa de Deus com ofertas (v. 18). Ofertar algo precioso a Deus é símbolo de um coração derramado em Seu Altar. O que Asa ofereceu foi valioso e de utilidade. Quero oferecer ao Senhor aquilo que para mim é significativo, pois com certeza o será também para a Casa do Pai.

O resultado destas atitudes foram anos de paz de toda parte. Isto me mostra que quando estou bem com Deus, tudo à minha volta fica bem. Vem prosperidade (do hebraico Shalom) sobre a minha vida (v. 15 e 19).

Pr. Enádio Ferreira.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

À Mesa com o Rei


LEIA 2 Sm 4.4; 9.1-13.

MEFIBOSETE, cujo nome significa “quebrador de ídolos” ou “exterminador de vergonha”, era filho e neto de uns dos grandes guerreiros que houve em Israel. Por ser da casa real, a vida era para ter sido bem diferente daquela que ele levou. O seu pai e seu avô, Jônatas e Saul, foram mortos na batalha contra os filisteus e seu tio, Is-bosete, ao assumir o trono israelita, não lembrou dele, mas este fora criado como fugitivo em Gitaim. Não só isso, mas quando sua babá soube da derrota frente aos filisteus e da morte do rei e do príncipe herdeiro, fugiu tão depressa que o deixou cair, ficando Mefibosete paralítico de ambos os pés. Ele tinha nessa época uns cinco anos de idade. A vida desse jovem era uma verdadeira tragédia. De príncipe a esquecido.

1. ERA FUGITIVO (4.4).
2. VIVIA ESCONDIDO (9.3-4) – nunca se manifestou reclamando o trono.
3. VIVIA UMA CRISE DE IDENTIDADE – tinha uma profunda crise existencial.

Após a morte de Is-bosete e Davi assumir o trono de Israel, este lembra da aliança que fez com Jônatas, pai de Mefibosete (1 Sm 20.15), de usar de bondade com a casa de Jônatas e, então, pergunta se há ainda algum descendente deste. Ao descobrir Mefibosete, Davi manda chamá-lo.

O versículo 7, então, os revela coisas profundas. Por mais que em sua vida possa ter acontecido tragédias, turbulências, destruição, perdas consideráveis, saiba que o Rei, Jesus, quer um encontro com você:

1º NÃO TEMAS – tudo isso acima, viver fugido, escondido, revelava seus medos, pois era costume dos reis usurpadores exterminarem até o último descendente da dinastia anterior. Talvez o teu sofrimento, tuas derrotas passadas, tua crise existencial, tenha te trazido, paralisia. O Rei te diz hoje: não temas.

2º O REI QUER USAR DE BONDADE PARA COM VOCÊ – no v. 8, Mefibosete se inclinou e se desmereceu da bondade de Davi, afirmando ser um “cão morto”. Ser chamado de cão, um animal imundo para os judeus, era ser:
* debochado – tipo “tirar onda” – ele não acreditou. Deus nos deixa como quem sonha! (Sl 126); e
* desprezado – se sentiu miserável – diante do Senhor não somos nada.
A bondade de Deus contigo não é porque você merece, mas é porque Ele te ama. Porque tem uma aliança contigo, lembra?

3º O REI QUER TE RESTITUIR – esta é uma das maiores passagens bíblicas sobre restituição. De Príncipe a esquecido, de escondido à Príncipe de novo. Com a restituição, Mefibosete ganhou aquilo que Deus também quer te restituir:
* Terras (imóveis, bens);
* Servos (empresa, pessoas que te serviam);
* Honra (seu nome limpo, sua dívida paga, o reconhecimento de seus amigos, familiares);
* Até o desfrute da sua descendência -seu filho Mica (seus filhos gozaram do que Deus vai fazer na sua vida);

4º VOCÊ SE SENTARÁ JUNTO À MESA DO REI:
* Seus defeitos, da cintura para baixo, eram encobertos, da cintura para cima, ele era igual a todos. Na mesa do Rei, todos somos iguais.
* Na mesa do rei, ele era príncipe. Na presença do Rei Jesus, todos nós somos príncipes.

Que o Senhor Jesus te abençoe e que Ele possa trazer uma restituição maravilhosa em sua vida.

Pr Enádio.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Avante Perseguidos!


De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. (2 Timóteo 3.12 - NVI).

Nestes últimos dias tenho visto a luta de alguns irmãos que têm sofrido alguns tipos de perseguições. São pessoas que, depois que receberam a Cristo como Senhor e Salvador, passaram a ter lutas no trabalho, dentro de casa, deboches de amigos, etc. Saiba de uma coisa: a perseguição é uma marca do Cristianismo. A Bíblia está repleta de grandes homens e mulheres de Deus que foram perseguidos. Os maiores pregadores e reformadores da Igreja cristã sofreram perseguições e fortes ameaças.

Nos momentos de perseguições devemos estar cientes de que não estamos sós.
Confiem no Senhor; e lembrem-se que outros cristãos ao redor do mundo inteiro estão passando por estes sofrimentos também (1 Pedro 5.9 - NBV).
Nunca se envergonhe de sofrer perseguições quando o motivo dela for a causa de Cristo.
Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se intromete em negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome. (1 Pedro 4.15-16)

Porque somos perseguidos?

a) Somos perseguidos porque o diabo quer nos destruir. Ele não se conforma em ter perdido você. Ele vai fazer de tudo para que você possa desistir de sua decisão de servir a Cristo.

b) Somos perseguidos por causa de nossa fé. São pessoas no mundo todo que sofrem por confessarem Jesus como seu Senhor.

No livro “Vivendo Como Águias” encontramos um exemplo formidável de fé e bravura em meio à perseguição. O livro narra a história da irmã Helen Berhane¹, que ficou conhecida no mundo todo por ter sido presa em um contêiner de metal na Eritréia, país localizado no nordeste da África, que, por causa de suas políticas repressivas aos cristãos, a classificam como décimo país que mais persegue cristãos em todo o mundo. Estima-se que, em 2012, havia mais de 2.000 cristãos presos por causa de sua fé.
Helen ficou presa durante dois anos num contêiner, onde foi cruelmente espancada. Em seu testemunho, ela conta que não sabia se tinha pessoas orando por ela enquanto estava presa, mas que sentia um poder ao seu favor que gerava paz em seu coração. O que impressiona são as experiências que viveu com Deus naqueles dias de prisão. Conta que certa vez, após ter sido espancada por um guarda, foi preenchida de muita paz e uma alegria que a fez rir e gargalhar a ponto de causar espanto por parte de seus companheiros de cela. Relata que no o período em que viveu presa no contêiner foi muito difícil, mas acordava três vezes à noite para orar e orava mais três vezes durante o dia, e fez isto durante todos os dias em que esteve presa. Ela estava numa situação tão difícil que sem oração não haveria nenhum jeito de sobreviver. Estava ao lado de muitos cristãos que também foram ajudados pela oração. Outros presos que estavam ali por outros motivos e que não eram cristãos foram contagiados ao verem Helen e seus amigos cristãos orarem e cantarem ao Senhor em meio a tanto sofrimento. Helen foi libertada em outubro de 2006 e recebeu asilo político na Europa. Ela ainda continua orando seis vezes ao dia por aqueles que seguem presos.
Esse testemunho de bravura enriquece nossa fé. Não estamos sozinhos. Existem pessoas neste momento resistindo bravamente aos sofrimentos vindos por declararem sua fé em Cristo. O Inimigo pode ter preparado ciladas contra você, e agora você se encontra envolvido por ele. Abra o olho! Resista! Não fraqueje!

c) Somos perseguidos por aqueles que nos invejam, isso porque sempre buscamos fazer o melhor para Deus e quando fazemos para os outros, fazemos de todo o coração como para o Senhor e não para homens (Colossenses 3.23) e isso traz resultados abençoadores para nossas vidas.

O que fazer, então, quando formos perseguidos?

1. Devemos lutar com as armas espirituais, pois a nossa luta não é contra carne nem sangue.
Por último, quero recordar-lhes que a força de vocês deve vir do imenso poder do Senhor dentro de vocês. Vistam-se de toda a armadura de Deus, a fim de que possam permanecer a salvo das táticas e das artimanhas de Satanás. Porque nós não estamos lutando contra gente feita de carne e sangue, mas contra pessoas sem corpo - os reis malignos do mundo invisível, esses poderosos seres satânicos e grandes príncipes malignos das trevas que governam este mundo; e contra um número tremendo de maus espíritos no mundo espiritual. Portanto, usem cada peça da armadura de Deus para resistir ao inimigo sempre que ele atacar e, quando tudo estiver acabado, vocês ainda estejam de pé. (Efésios 6.10-13 - NBV)

2. Devemos perdoar e orar por eles como Jesus e Estevão (Lucas 23.34; Atos 7.60) fizeram.
Mas eu digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem. (Mateus 5.44 - NVI)

3. Devemos nos alegrar no Senhor, pois são nestes momentos que sabemos que estamos no caminho certo.
Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês. (Mateus 5.11-12)

Não temas as perseguições, pois muitas vezes são permitidas por Deus para nos fazer crescer. Fique firme e siga em frente, pois a sua recompensa virá.

Pastor Enádio Ferreira.



¹ FERREIRA, ENÁDIO, Vivendo como Águias: alcance a sua vida plena – Jacobina, Bahia: I.A. Moreira Gráfica e Editora (Gráfica Oxente), 2013, pgs. 124 e 125.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Comércio da Fé



Vivemos uma situação preocupante na Igreja Cristã atual. Segundo uma matéria da influente revista norte-americana Christianity Today, na sua edição de setembro de 2013, que traz um estudo feito por Kate Bowler, professora da Duke Divinity School, Universidade fundada pela Igreja Metodista, em sua tese de doutorado que virou livro com o título de “Blessed: A History of the American Prosperity Gospel” (em português: Abençoado: uma História do Evangelho da Prosperidade), diz que a Teologia da Prosperidade está presente em dois terços das igrejas. Segundo o estudo, esta teologia domina os púlpitos. Mas não só nos EUA, mas em diversos países, desde o Brasil até Cingapura, passando pela Nigéria. Embora em alguns lugares seja apresentado como “pregação de saúde e riqueza”, “confissão positiva” ou “teologia da dominação”, o foco é o mesmo: riqueza e vida boa aqui e agora. A grande maioria dos pregadores tem seus próprios programas de TV, escrevem livros sobre o assunto e atraem multidões para suas megaigrejas. E as pessoas parecem gostar cada vez mais.

Segundo Bowler, embora repudiado pelos teólogos, o movimento que oferece a prosperidade a todos os que tiverem fé, superou a velha pregação baseada no arrependimento e na mudança de vida.

Agora, por que este movimento, que oferece tantos benefícios àqueles que a aderem, parece ser prejudicial à saúde espiritual cristã? Porque nada do que é prometido nos púlpitos das igrejas que professam este teologia é de graça. São campanhas e mais campanhas financeiras. E tudo isso como que num processo de troca com Deus. Afirmam que quem dá receberá de volta em até cem vezes mais, pois, como dizem, Deus não fica devendo nada a ninguém! É como se Deus só olhasse para aqueles que desembolsam seu suado dinheiro para ofertar nas campanhas de fé das “denominações da prosperidade”. Tais denominações não ensinam aos seus adeptos o que diz a musica “Eles precisam saber”, da Banda Resgate, que “aquilo que Deus faz, aquilo que Deus tem não se pode comprar e que Deus pode se mover por aquilo que são, por compaixão e não pelo o que podem dar.

Jesus presenciou um comércio assim no Grande Templo de Jerusalém:

Quando já estava chegando a Páscoa judaica, Jesus subiu a Jerusalém. No pátio do templo viu alguns vendendo bois, ovelhas e pombas, e outros assentados diante de mesas, trocando dinheiro. Então ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas e virou as suas mesas. Aos que vendiam pombas disse: “Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!” Seus discípulos lembraram-se que está escrito: “O zelo pela tua casa me consumirá”. (João 2.13-17 - NVI)

Creio que se hoje Jesus fosse a alguns templos cristãos pelo Brasil e algumas partes do mundo, não seria diferente a atitude que tomaria. No texto acima Jesus chegou no Templo de Jerusalém e viu o comércio que se instalara no pátio do Grande Templo, com pessoas fazendo negócios de animais e moedas estrangeiras. Estes animais eram vendidos a pessoas que vinham ao templo no intuito de sacrificar e os vendilhões elevavam e muito o preço, se tornando em grande fonte de lucro a estes comerciantes que se aproveitavam das necessidades momentâneas do povo. Também faziam trocas de moedas estrangeiras por moedas aceitáveis no Templo, pois muitos daqueles que vinham de longe para cultuar no recinto sagrado traziam moedas de seus países de origem que eram cunhadas com imagens de várias divindades ou de seus imperadores, os quais muitas vezes eram tidos como deuses, sendo, portanto, inaceitáveis nas urnas de ofertas do Templo. Isto fazia com que o câmbio destas moedas estrangeiras pelas que eram aceitáveis nas ofertas ser uma transação financeira também bastante elevada e lucrativa para os cambistas.

Diante deste quadro, Jesus fez um chicote de cordas e expulsou estes comerciantes fraudulentos da Casa de Deus dizendo: “Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!” ((João 2.16). Esta atitude de Cristo fez os discípulos se lembrarem de uma passagem da Torá (Antigo Testamento, para nós) que afirma: “O zelo pela tua casa me consumirá” (Salmo 69.9).

O comércio da fé foi também predito pelo apóstolo Pedro. Em sua Segunda Carta, ele diz:
No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram [também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias (RA)]. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda. (2 Pedro 2.1-3 - NVI)

Por que o comércio da fé acontece? Por que encontrou terreno fértil no meio cristão? Creio que devido aos anseios do ser humano que deseja uma resposta rápida frente as suas necessidades. A humanidade tem se encontrado cada vez mais materialista e consumista. Há uma busca cada vez maior pela satisfação da alma, e isso é explorado por certas instituições religiosas que, ao invés de falar de Cristo que supre as necessidades não só da alma, mas do corpo e do espírito, através de Sua Palavra, trazem em suas pregações palavras antropocêntricas, tirando Jesus do foco e colocando o homem. Não são mais palavras voltadas para a Salvação ou por uma verdadeira conversão, mas sim para uma mudança de vida material aqui na Terra.

Qual a nossa responsabilidade como cristãos e pregadores da palavra? Creio que a resposta o apóstolo Paulo já deu:
Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus. (2 Coríntios 2.17)

Deus nos chamou para servos Sal e Luz (Mateus 5.13-16) e com isso fazermos a diferença nos conservarmos livres de todos os males que o mundo traz, dando sabor de alegria, paz e perseverança à nossa vida e na de todos os que nos rodeiam, mostrando ao mundo nossas convicções, posições e valores e, assim, brilhar em um mundo obscurecido pelo pecado.


Pr. Enádio Ferreira

Achegai-vos a Jesus


"Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros." (Tiago 4.8a).

Muitos querem uma bênção ou uma intervenção de Deus em suas vidas. Querem que Ele se mova em suas causas ou necessidades. Mas o que não sabem é que a ação e a bênção de Deus sempre sucederá uma atitude nossa. Aconteceu com muitos homens e mulheres na Bíblia. Deus não apenas agiu em favor deles, mas agiu porque estava respondendo a uma atitude de busca destes.

Quando vamos até Jesus, Ele nos recebe e não nos despreza. Ele disse: o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora (João 6.37).

Muitos dos que vieram até Cristo vieram por uma necessidade, mas conheceram um Jesus que podia dar muito além do que precisavam. Quero trazer aqui pelo menos três exemplos disso:

1. NICODEMOS. Procurou Jesus porque estava cansado de uma falsa religiosidade em que vivia (João 3.1-5).

Nicodemos era um fariseu, ou seja, era membro de um grupo religioso que seguiam as tradições e leis acima da palavra de Deus. Eram falsos religiosos, pois buscavam ser honrados, queriam impressionar os outros pelas suas ações e posições, mas eram cobiçosos, orgulhosos e invejosos, chegando ao ponto de recusar pequenas doações. Viviam hipocritamente, pois queriam mostrar ser o que não eram, vivendo numa cegueira espiritual e rejeitando o propósito de Deus.

Nicodemos ouviu Jesus pregar e foi tão impactado que procurou O procurou em oculto, temendo a oposição dos demais fariseus. Estava cansado da encenação, de querer mostrar o que não era. Queria agora viver o Amor de Cristo na sua essência. Jesus o recebeu e o desafiou a nascer de novo.

2. JAIRO. Procurou Jesus devido um grave problema familiar (Marcos 5.22-23,35-42).

Jairo era um dos líderes da sinagoga, o local de culto dos judeus. Embora dedicado e devoto à sua religião, o Judaísmo, passou por problema familiar que ninguém pôde resolver. Sua filha pré-adolescente estava muito doente, à beira da morte.

Como muitas pessoas que buscam ajudas em tantos lugares e não encontram, só lhe restou buscar ajuda numa pessoa: Jesus. Foi até Cristo e clamou a Ele por socorro. O Senhor foi até a casa de Jairo, mesmo recebendo a notícia no meio do caminho que a menina havia morrido, insistiu em entrar naquele lar em desespero em meio à morte e ali trazer vida, ressuscitando aquela garota.

3. O LEPROSO. Procurou Jesus porque tinha uma doença que o impedia de relacionar socialmente, de trabalhar e até de se casar (Lucas 5.12-13).

Durante muito tempo a lepra foi uma doença sem cura e como é uma doença contagiosa, os leprosos viviam à margem da sociedade, pois não era admissível um leproso viver nas cidades e vilas, para não contaminar os outros. Eram carentes de afetos, pois não podiam se relacionar com outras pessoas.

Este leproso foi até Jesus em meio ao desespero, pois sua vida era apenas desprezo e sofrimento. O Senhor ouviu o seu clamor, deixou-o se aproximar e prostrar em Sua Presença. Jesus fez o que ninguém mais ousaria fazer: tocou a sua pele machucada e embranquecida pela doença. Aquele toque de cura lhe devolveria a vida social, um emprego digno, um futuro casamento.

Todos estes homens vieram até Jesus. A decisão foi deles.

Você não pode achar que algo da parte de Deus vai acontecer se você ficar parado, indeciso. Resolva vir até Jesus. Ele tem cura, libertação, conserto, paz, prosperidade e, o melhor, a Salvação.


Pr. Enádio Ferreira.

domingo, 18 de agosto de 2013

Seja um André



No outro dia, quando João se achava com dois dos seus seguidores Jesus passou. João olhou atentamente para Ele e então declarou: "Vejam! Aí está o Cordeiro de Deus!" Então os dois seguidores de João voltaram-se e seguiram a Jesus! Jesus olhou em volta e viu os dois seguindo atrás dEle. "Que querem?" perguntou-lhes. "Senhor", responderam, "onde mora?" "Venham ver", disse Ele. Então eles O acompanharam ao lugar onde Ele estava morando e ficaram com Ele das quatro horas da tarde, mais ou menos, até o anoitecer. (Um destes homens era André, irmão de Simão Pedro). André foi então procurar seu irmão Pedro e lhe disse: "Nos encontramos o Messias!" E trouxe Pedro para conhecer Jesus. Jesus olhou fixamente para Pedro por um momento e depois disse: "Você é Simão, filho de João - mas será chamado Pedro, a pedra!" (João 1.35-42 - BV).

Nos tempos que precederam a missão de Jesus em Israel, Deus levantou João Batista para preparar este caminho pregando arrependimento dos pecados. Com isso João fez alguns discípulos. Dois deles receberam o testemunho da parte deste profeta de que Jesus era o Cordeiro de Deus que ele tanto anunciava que viria. Eles então passaram a seguir Jesus. Um deles era André.

Após conhecer Jesus, estar com Ele e comprovar o que João havia dito, pois só comprovamos isso quando passamos a estar em Sua presença (Salmo 34.8), André foi procurar seu irmão Pedro e falar que tinha tido um encontro com Jesus, Aqueles que eles tanto almejavam. Ele o levou a Jesus.

André é um exemplo é evangelizador. Ouviu falar de Jesus da parte de João, o seguiu, estando junto Dele e, depois de provar, anuncia Jesus ao seu irmão, levando-o a Cristo.

Todos que conhecemos a Jesus o recebemos porque alguém falou Dele para nós. Alguém compartilhou conosco o seu testemunho, revelando o que Deus fez em sua vida após conhecer Jesus. Alguém nos trouxe a Jesus. Existem outras pessoas próximas de nós que não conhecem de fato a Cristo. Não provaram de Seu Poder, da Sua paz, cura e refrigério. Estão hoje no caminho da perdição eterna. Vivem no pecado, escravizadas pela mentira, prostituição, vícios e todo tipo de miséria espiritual. São reféns da depressão, das preocupações e das doenças psicossomáticas. Nós sabemos que eles precisam de Jesus.

Deus conta com você. Cada vida que você leva a Jesus é mais uma que sai do sofrimento e do Inferno e que passa a viver a alegria da Salvação.

Gostaria de pontuar algumas coisas acerca da pregação das Boas Novas de Cristo:

1. Falar de Jesus é uma missão dada por ele a todos os cristãos convertidos. Ele nos comissionou: Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas (Marcos 16.16 - NVI). Muitas organizações religiosas mantêm missionários em tempo integral em várias partes do mundo, pois estas são pessoas que entendem que Deus os chamou para penetram em lugares aonde o Evangelho chega com menos intensidade. Mas todos nós somos um missionário de Cristo onde vivemos. Ali Deus já levantou um missionário e ele é você.

2. Alcançar vidas para Jesus é fruto do sábio. O que ganha de almas é sábio (Provérbios 11.30). Talvez muitos achem que ser sábio é saber governar bem o seu lar, educar seus filhos, ser bom administrador da sua renda. Tudo isso também é sinônimo de sabedoria. Mas o grande sentido da sabedoria é levar pessoas para Jesus. Podemos fazer muito pelo outro, como ajudar, aconselhar, amparar, mas tudo isso pode ser paliativo. O que resolve mesmo, o melhor remédio para resolver as necessidades humanas em todos os sentidos é levá-las a conhecer Jesus. Seja este canal de Deus na sua casa, rua, escola e trabalho.

3. Falar de Jesus e do Seu Plano de Salvação é tão maravilhoso quanto sublime (1 Pedro 1.10-12). Os profetas do Antigo Testamento desejaram, mas não entendiam como fazer, pois ainda não lhes tinha sido revelhado este Plano e até os anjos de Deus anelaram conhecer. Quem sabe até se os antigos profetas se envolvem na pregação das Boas-Novas, eles não se empenhariam mais, pois até suas vidas entregaram na missão que Deus os deu? E os anjos? Se se envolvessem no Plano da Redenção, coisa que eles fariam muito bem e em pouco tempo, devido sua rapidez, agilidade, foco e zelo no cumprimento das ordens dadas pelo Pai. Mas Deus não permitiu, pois somente quem é ser humano para entender suas complexidades, saber quem realmente somos e o que sentimos.

Deus tem chamado cada um nós a falar do Seu Amor. Devemos nos colocar no lugar das pessoas e refletir o quanto queríamos que alguém falasse de Jesus para nós. É uma tarefa de ousadia, mas que faz uma eterna diferença. Preguemos o Evangelho!

Pastor Enádio Ferreira.

domingo, 11 de agosto de 2013

Os Quatro Sacrifícios


Jerusalém é a capital política e religiosa de Israel. É reinvindicada por judeus, mulçumanos e cristãos. Foi conquistada por Davi e feita a capital de seu governo (2 Samuel 5.7).

Apesar de, etimologicamente, seu nome significar “Legado da Paz”, a cidade de Jerusalém é, historicamente, sinônimo de vários significados, dentre eles o de sacrifício, pois é nesta cidade que está localizado o Monte Moriá, local de importantes narrativas de sacrifícios da Bíblia.

Assim como Jerusalém, mais precisamente no Monte Moriá, sempre foi um lugar de sacrifícios, será que Deus tem encontrado um lugar de sacrifício em sua vida?

  • Em Moriá, Deus encontrou um lugar de sacrifício na vida de Abraão.

Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: “Abraão!” Ele respondeu: “Eis-me aqui”. Então disse Deus: “Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”. Na manhã seguinte, Abraão levantou-se e preparou o seu jumento. Levou consigo dois de seus servos e Isaque, seu filho. Depois de cortar lenha para o holocausto, partiu em direção ao lugar que Deus lhe havia indicado. (Gênesis 22.1-3)

Este texto é a primeira referência bíblica a este lugar de sacrifício. Deus manda Abraão ali sacrificar seu filho Isaque. Isaque era o filho da Promessa, o mesmo que Abraão havia esperado por 25 anos.

Para o velho patriarca, a decisão de ir à Moriá (Horebe) sacrificar o filho tão desejado não foi fácil. Estava ali em jogo, além de um menino, todo um futuro, planos de uma descendência numerosa.

Talvez para você não tenha sido fácil viver o sacrifício de andar nos planos de Deus, porque andar na vontade de Deus pode significar o sacrifício de um futuro como você próprio tinha sonhado. Acontece com muitos servos de Deus que são chamados por Ele para viver a Sua Obra.

  • Em Moriá, Deus encontrou em Davi um lugar de sacrifício.

Araúna disse a Davi: O meu senhor e rei pode ficar com o que desejar e oferecê-lo em sacrifício. Aqui estão os bois para o holocausto, e o debulhador e o jugo dos bois para a lenha. Ó rei, eu dou tudo isso a ti”. E acrescentou: “Que o Senhor, o teu Deus, aceite a tua oferta”. Mas o rei respondeu a Araúna: “Não! Faço questão de pagar o preço justo. Não oferecerei ao Senhor, o meu Deus, holocaustos que não me custem nada”, e comprou a eira e os bois por cinqüenta peças de prata. Davi edificou ali um altar ao Senhor e ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão. Então o Senhor aceitou as súplicas em favor da terra e terminou a praga que destruía Israel. (2 Samuel 24.22-25)

Davi fez o censo em Israel para contar todo o seu “poder de fogo”, e isto desagradou ao Senhor, pois as vitórias de Israel não vinham pelo “arsenal” humano, mas pelo Poder de Deus. Isso fez com que viesse uma praga sobre Israel como castigo.

Ao clamar ao Senhor para que Deus tivesse misericórdia, Ele o envia à eira de Araúna para ali fazer um altar de sacrifícios. Este lugar está localizado no mesmo Monte Moriá.

Araúna oferece ao rei Davi a terra e também animais e objetos para o sacrifício, mas este não aceita, pois queria pagar por isso. Davi queria pagar um valor que custasse muito para ele. O valor pago pelo rei de Israel foi de mais meio milhão de reais (1700g de ouro em julho de 2013).

Será que você, semelhantemente a Davi, tem feito sacrifício ao Senhor que lhe custe algo significativo. Este não foi apenas um fato isolado na vida de Davi. Antes de morrer ele doou toda a sua fortuna pessoal para a construção da Casa do Senhor (1 Crônicas 19.3). Será que você tem doado aquilo que você tem para o Senhor? Aquilo que é de valor como sua casa, seu carro e seu dinheiro servem também ao Senhor?

  • Foi em Moriá o Grande Templo de Salomão foi erguido e também foi um lugar de sacrifício ao Senhor.

Então Salomão começou a construir o templo do Senhor em Jerusalém, no monte Moriá, onde o Senhor havia aparecido a seu pai Davi, na eira de Araúna, o jebuseu, local que havia sido providenciado por Davi. (2 Crônicas 3.1).

Salomão recebeu a incumbência de seu pai Davi para, em Jerusalém, construir uma Casa para o Senhor. O local escolhido foi o Monte Moriá. Novamente vemos aí o significado de sacrifício que este lugar tinha.

No templo se realizava sacrifícios pelo pecado do povo. Estes sacrifícios de animais absolviam e purificavam o pecador de seus delitos.

O Senhor deseja em nós sacrifícios pela nossa santidade. Que resistamos com todas as forças às tentações. Em Hebreus 12.4 diz: Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue. Podemos lutar bravamente e sacrificar desejos e atos pecaminosos e nos desembaraçar de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia (Hebreus 12.1 - RA).

  • Em Jerusalém, próximo a Moriá, o Monte do Sacrifício, Deus sacrificou a si próprio por todos nós.

E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira... Então, O crucificaram... (Marcos 15.22,24 – RA).

Jesus morreu por nós crucificado no Monte Calvário em Jerusalém. Este fato marcou a maior demonstração de amor de toda a História. É o amor do Pai pela humanidade perdida. Ele sacrificou a Si Próprio.

O próprio Deus e Senhor se sacrificou por você. Ele nos servir com Sua vida. Assim também Ele deseja que você o sirva totalmente, que você entregue sua própria vida a Ele.

Servir a Deus envolve sacrifícios. Para isso temos que estar dispostos a sacrificar, se possível, o futuro, nossos bens e valores, os desejos e as vontades e até a própria vida. Jesus nos recompensará por tudo isso.


Pr. Enádio Ferreira.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Significado da Verdadeira Conversão


Vivemos num tempo único na história da Igreja Evangélica brasileira. As igrejas têm crescido e muitos têm aderido às igrejas pelos mais diversos motivos: uns vêm em busca de conforto, outros vêm para aliviar suas dores e sofrimentos, e há aqueles que querem uma mudança de vida espiritual, emocional ou até material. Não sei qual motivação o levou à igreja, mas quando adentramos pelas portas de Reino de Deus, precisamos saber que Cristo espera de nós que venhamos a nascer de novo.
A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus (João 3.3).
                        
Nascer de novo é um requisito para a Salvação. Nascemos de novo pela conversão.

E aí onde está o problema. O crescimento nas igrejas brasileiras trouxe benefícios, mas também alguns problemas, pois temos muitas pessoas que encaram com seriedade a vida com Deus, pois se converteram de verdade, mas encontramos muita gente que, ao invés de convertidos, são é “convencidos”, pois andam com maus testemunhos e tudo mais.

A palavra conversão significa transformação, mudança de forma ou de natureza. Isso quer dizer que não podemos servir a Cristo se não mudarmos nossa forma, a velha forma que é o velho homem corrompido pelo pecado.

Algumas pontos acerca da verdadeira conversão:

  • O fruto de uma verdadeira conversão é a mudança, mudança de paradigmas, de pensamentos, de atitudes.
Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (Efésios 4.17-24).

  • Conversão é transformação, é deixar o velho e abrir espaço para o novo.
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas (2 Coríntios 5.17).

  • A verdadeira conversão é de dentro para fora. A árvore produz o que ela é de verdade. O fruto é o resultado do ela é na essência.
Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus (Mateus 7.16-21).

  • Conversão é crucificar a si próprio e viver a vida de Cristo em si. Envolve o sacrifício de si mesmo.
Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim (Gálatas 2.19b-20).

Nos sacrificamos por aquilo que é importante para nós.
Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á (Mateus 16.24-25).

Que possamos ter em nossas vidas os frutos da verdadeira conversão. Sem uma conversão genuína não temos como herdar o Céu que é um dos nossos principais alvos.

Pr. Enádio Ferreira.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Cristo nos Chama


Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os.Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram. (Mateus 4.18-22)

Vivemos num mundo em movimento. Correrias daqui, correrias dali. Um mundo cheio de grandes desafios numa sociedade em que a concorrência se acirra frente a um mundo cada vez mais competitivo que exige horas e horas de dedicação ao trabalho e aos estudos continuados, ocupando grande parte do nosso tempo, o que consequentemente prejudica os relacionamentos familiares e também com Deus, impedindo uma dedicação mais profunda a estes. Uma vida que nos apresenta os mais diversos papéis, como os papéis de marido ou mulher, pai ou mãe, de profissional, estudante, dona de casa.

Quando Jesus encontrou esses pescadores, eles estavam ocupados. Os primeiros estavam pescando e os últimos consertando as redes. Às vezes nos encontamos tão ocupados que nos esquecemos de atender ao chamado de Cristo para servi-lo, nos entregarmos mais à Sua Intimidade, a estarmos mais em comunhão com os irmãos, indo à Igreja e visitando os fracos e doentes, e falando de Jesus para os que não o conhecem como Salvador ainda.

Os dois primeiros pescadores, os irmãos Pedro e André, lançavam as redes (vs. 18). Eles estavam apegados ao trabalho.

Jesus estava ali pregando e chamando pecadores ao arrependimento, mas estes dois irmãos pareciam que não davam atenção, isto porque ao invés de ouvir a Cristo, estavam mais preocupados em pescar e depois lavar as redes para no outro dia voltar a pescar do que dar atenção ao chamado de Cristo. Às vezes estamos tão apegados a certas coisas, como preocupações, ou necesidades como trabalho fora, trabalho em casa, ocupações com estudo, ou vícios e hábitos como TV, Internet, que somos impedidos de ouvir mais profundamente à voz de Cristo nos chamando. Precisou Jesus entrar no barco de Pedro, quando eles se viram apertados e naquele momento lavavam as redes porque não havia pescado nada na noite anterior (Lucas 5.1-9), ou seja, O Senhor permitiu que algo acontecesse para entrar naquilo que era o seu instrumento de trabalho para que eles dessem atenção a Jesus e a partir dali saber que eles não podiam controlar as coisas, se apegar demais naquilo que não o leva à Salvação. Às vezes é preciso que Jesus toque em algo da sua vida para você parar e entender que o tempo todo Ele estava falando aos seus ouvidos e batendo a porta de seu coração. Às vezes uma enfermidade, um aperto financeiro, um desemprego ou uma repreensão.

Deus também assim provou o Seu povo no deserto para que eles dessem atenção à Sua Palavra:
Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem. (Deuteronômio 8.3)

Após darem atenção a Jesus, até um milagre aconteceu, o que tocou muito as suas vidas.

Os outros dois irmãos, Tiago e João, estavam consertando as redes. Jesus passou por eles e os chamou. Às vezes o chamado de Cristo para segui-lo ou, para os que já o seguem serem mais intensos em Sua Presença, acontecerá quando estivermos consertando nossas vidas, quando já estamos sensíveis tentando nos erguer de uma queda ou juntando os cacos de toda uma vida ou história que construímos que desmoronou. O seu coração estará dolorido, desarmado e aberto à penetração da Palavra de Cristo.

Um dos malfeitores crucificado ao lado de Cristo, no momento mais delicado de sua vida, olhou para o Senhor e disse: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso (Lucas 23.42-43). Ele se encontrava em meio a dores, arcando com as consequências de tudo que fez de errado na vida. Triste e arrependido, ele se entregou a Cristo antes de morrer.
                                
Jesus chama a mim e a você para andarmos com Ele, vivermos e buscarmos a Sua Presença. Que possamos dar atenção ao Seu chamado para que possamos assim desfrutar de paz, alegria, vitórias e Salvação.


Pr. Enádio Ferreira.