quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Jesus, A Fonte que te Sacia



* Palavra ministrada no Acampamento 2013 das Igrejas Eterna Aliança em Petrolina/Pe.

Leia João 4.1-26.

Na época de Cristo, Israel era dividido em três grandes regiões: Judéia, ao Sul; Samaria no Centro; e Galiléia, ao Norte. Era na Judéia que estava Jerusalém, o centro político e religioso. Samaria e Galiléia, esta última de onde Jesus e grande parte de seus discípulos vieram, eram regiões mais desprezadas. Sempre que se viajava da Judéia para a Galiléia, passava-se por Samaria. Foi numa viagem dessas que Jesus, atravessando o território samaritano, ao meio-dia, cansado, parou junto a uma fonte na cidade de Sicar. Aquela era a Fonte de Jacó. Foi nessa parada que Jesus teve contato com uma mulher samaritana que veio ali tirar água. Jesus inicia um diálogo com ela pedindo água, pois não tinha como tirá-la do poço.

Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva (João 4.7-10).

Quando esta mulher foi até aquele poço tirar água, ela encontrou a verdadeira fonte que é Jesus. Jesus é a Fonte, o Poço que sacia nossas vidas. Ali, ao pé daquela fonte, ao dialogar com esta mulher, duas barreiras foram quebradas:
  1. A barreira da exclusão. Ele falou com uma mulher. Mulheres não eram inclusas na sociedade da época. Não podiam opinar nem conversar com estranhos. Jesus promove a inclusão dos excluídos, daqueles que ninguém se importa (Salmos 113.7-9).
  2. As barreiras da alma. Ele conversou com uma samaritana. Os judeus odiavam os samaritanos, pois eles eram israelitas que não foram levados para exílio pelos assírios e que se casaram com povos pagãos, portanto, aos olhos dos judeus, uma raça mestiça, considerada inferior por eles. Em contrapartida, os samaritanos eram ressentidos com os judeus. Jesus quebra as barreiras do preconceito, ódio e da amargura (ressentimentos). Você pode estar aqui hoje machucado, ferido, se sentindo mal amado ou a pior pessoa do mundo, mas Jesus te acolhe (Salmo 147.2-4). Ele nos ensina a perdoar, levantar nossa cabeça e seguir em frente.
 Jesus disse que Dele, a Fonte, jorra água viva. De água viva era chamada naquela época as águas potáveis. Essas águas eram tiradas de poços profundos. Muitas fontes têm dado água contaminada. São as fontes que jorram pecado, medo, desprezo e miséria. Muitas vezes você tomou água dessas fontes, mas não saciou sua sede. Quem se aproxima de Jesus e vai fundo em Sua Palavra, tem água potável, que é a Salvação. A salvação aqui na Terra do medo, do desprezo e da miséria e, por fim, a Vida Eterna.

Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. (João 4.11-15).

Depois do diálogo com Jesus e de perceber que Jesus a conhecia intimamente, ela o reconhece como um agente de Deus. A partir daí ela demonstra querer ir mais profundo ainda à fonte. Agora, não mais saciar a sede, mas conhecer a mais intensa, forte e íntima água da Fonte que é Jesus: o verdadeiro significado da adoração, que é adorá-Lo em espírito e em verdade (ver João 4.19-26). Darlene Zschech, líder do Hillsong United, o maior ministério de louvor do mundo, disse que “Adoração é o resultado do glorioso encontro entre o divino e o humano”. Segundo as palavras de outro pensador: “A verdadeira adoração é uma combinação de sacrifício e intimidade”.

Duas profundas verdades acerca da adoração:
  1. A verdadeira adoração move o Coração de Deus (Mateus 15.21-28);
  2. A verdadeira adoração nos leva a fazer todas as coisas como se fosse para Jesus, passamos a viver tudo para a Sua Glória. Paulo disse: Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim (Gálatas 2.20); A Bíblia, na paráfrase The Message (A Mensagem), diz: Pegue a sua vida diária e comum – seu dormir, comer, trabalhar e passear – e ponha diante do Senhor como oferta (Romanos 21.1).
 Conhecer Jesus é sinônimo de preenchimento de um vazio que é tão grande que só Ele pode saciar. Quando saciados, Ele nos leva a um estágio ainda mais profundo e intenso que é viver a adoração como um estilo de vida.

Pr. Enádio.


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